Updated: 24/01/2012

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-  Suu Kyi apresenta candidatura para eleições de abril
-  Birmânia: Três mortos em explosão
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Suu Kyi apresenta candidatura para eleições de abril
Fatim Missionaria_19/01/2012

A Nobel da Paz será candidata pela Liga Nacional para a Democracia. Suu Kyi tinha sido impedida de participar nas eleições parlamentares de 1990, quando o partido conquistou 392 dos

A líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi, apresentou ontem, 18 de janeiro, a sua candidatura às eleições legislativas da Birmânia, marcadas para o 1 de abril. Centenas de pessoas congratularam-se com a iniciativa da Nobel da Paz. A mulher de 67 anos será candidata pela Liga Nacional para a Democracia (LND).

Suu Kyi tinha sido impedida de participar nas eleições parlamentares de 1990, quando o partido conquistou 392 dos 485 assentos em disputa. Em novembro de 2010, o país teve as suas primeiras eleições legislativas dos últimos 20 anos. Depois de quase meio século no poder, a junta militar dissolveu-se. Em março de 2011 cedeu o poder a um governo civil.

Aung San Suu Kyi passou grande parte das últimas duas décadas em prisão domiciliária. Foi libertada há pouco mais de um ano. Desde então, o governo multiplica reformas: amnistia e libertação de detidos, inclusive prisioneiros políticos; direito de criar sindicatos, direito à greve e direito de se manifestar, entre outras coisas. A comunidade internacional apoia e aplaude as mudanças, refere a agência Misna.

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Birmânia: Três mortos em explosão
Diario Digital_19 de janeiro 2012

Três pessoas morreram e outra ficou ferida gravemente na sequência da explosão de um engenho na zona do norte da Birmânia controlada pela minoria Kachin, cujos líderes negociam a paz com o Governo, informou hoje a imprensa oficial.

A explosão da mina ocorreu na quarta-feira numa estação de autocarros na localidade de Mogaung, perto da fronteira com a China, quando havia muitos passageiros em trânsito devido à celebração do novo ano lunar.

Segundo o diário «Nova Luz de Myanmar», que cita fontes policiais, o engenho foi instalado por guerrilheiros do designado Exército de Kachin Independente.

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-  Milionário norte-americano George Soros vai encontrar-se com Aung San Suu Kyi
-  Mianmar terá eleições parciais em 1º de abril
-  Birmânia: 16 mortos e 79 feridos em incêndio em Rangum
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Milionário norte-americano George Soros vai encontrar-se com Aung San Suu Kyi
Sol_30 Dic. 2012

O investidor e milionário norte-americano George Soros, cuja fundação financia projectos na Birmânia, vai encontrar-se na próxima segunda-feira com a opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, divulgou hoje um porta-voz da Nobel da Paz. Suu Kyi irá receber Soros na sua casa em Rangum, indicou Nyan Win, em declarações à agência noticiosa francesa AFP, sem adiantar mais pormenores.

A fundação de Soros, a Open Society, apoia na Birmânia vários projetos que têm como principal objetivo promover e encorajar a democratização do país.

No passado dia 2 de Dezembro, a opositora birmanesa, que celebrou recentemente o primeiro aniversário da sua libertação da prisão domiciliária, em 2010, recebeu a visita da secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton.

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Mianmar terá eleições parciais em 1º de abril
(AFP)_30/12/11

As eleições parciais birmanesas, nas quais a opositora Aung San Suu Kyi poderá participar, acontecerão em 1º de abril de 2012, informou nesta sexta-feira à AFP uma fonte governamental. Mais de um ano depois das eleições de novembro de 2010, boicotadas pelo partido de Suu Kyi, a votação designará os candidatos a 48 cadeiras nas duas assembleias nacionais e das assembleias regionais. "As eleições parciais acontecerão em 1º de abril", declarou a fonte.

Os candidados terão que registrar seus nomes entre 16 e 31 de janeiro.

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Birmânia: 16 mortos e 79 feridos em incêndio em Rangum
Expresso_29 Dic. 2012

Pelo menos 16 pessoas morreram e outras 79 ficaram feridas num incêndio num armazém de Rangum, a principal cidade da Birmânia, que se alastrou às casas vizinhas, revelaram as autoridades. De acordo com as informações das autoridades locais, o fogo teve início num armazém do Estado antes de amanhecer e alastrou-se rapidamente a algumas construções adjacentes, muitas das quais construídas em madeira. Enquanto os bombeiros continuam a busca de corpos no local e as autoridades investigam as causas do incêndio, um funcionário hospitalar revelou que entre os mortos está, pelo menos, um bombeiro que sucumbiu a uma explosão dentro do armazém quando combatia o incêndio.

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-  Primeira-ministra tailandesa se reunirá com Aung San Suu Kyi
-   Mianmar prevê "paz perpétua" em três anos, diz ministro
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Primeira-ministra tailandesa se reunirá com Aung San Suu Kyi
(AFP)_17/12/11

A primeira-ministra tailandesa, Yingluck Shinawatra, anunciou neste sábado que na próxima semana se encontrará com a opositora pró-democrática birmanesa Aung San Suu Kyi. Yingluck viajará à capital de Mianmar, Naypyidaw, na segunda-feira para uma reunião de líderes políticos da região e aproveitará a viagem para se deslocar a Rangun e se encontrar com a prêmio Nobel da Paz.

Será o primeiro encontro de um primeiro-ministro tailandês com Suu Kyi, destacou um porta-voz governamental. "É uma mulher notável que luta pela democracia", disse Yingluck em sua aparição televisionada semanal. Suu Kyi foi libertada recentemente após mais de duas décadas de prisão domiciliar e espera-se que participe nas eleições que serão realizadas em Mianmar no início de 2012.

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Mianmar prevê "paz perpétua" em três anos, diz ministro
Terra Brazil_17/12/11

O governo de Mianmar planeja acabar, em um prazo de três anos, com uma série de longos conflitos com etnias rebeldes e ordenou que as suas tropas interrompam ofensivas contra as milícias Kachin, informou o principal negociador de paz do país. O governo está discutindo acordos de cessar-fogo com vários grupos étnicos armados e pode até anunciar os acertos em uma conferência especial no Parlamento, informou o ministro da Indústria e chefe do grupo que negocia a paz, Aung Thaung. "Serão cerca de três anos para obtermos acordos de paz com todos os grupos étnicos armados", afirmou Aung Thaung a repórteres na sexta-feira.

Alcançar o cessar-fogo com os muitos grupos armados do país é uma exigência do Ocidente para a retirada de sanções contra Mianmar, e o governo tornou o projeto uma prioridade em meio a várias reformas lançadas nos últimos meses. Entre elas está a libertação de mais de 200 presos políticos.

Autoridades dos EUA afirmam que o processo de paz deve ser o principal desafio para os líderes civis, que querem reformar a Nação do Sudeste Asiático após cinco décadas de governo militar. Aung Thaung afirmou que, até agora, acordos com dez grupos foram alcançados e que o presidente, Thein Sein, ordenou que os militares deixassem de enfrentar o Exército da Independência Kachin (Kia, na sigla em inglês), uma das maiores guerrilhas do país.

Entretanto, a luta com o Kia continua, de acordo com grupos de defesa dos direitos humanos e fontes da milícias Kachin, apesar das ordens dadas pelo presidente. "Pode haver conflitos esporádicos em algumas regiões remotas, porque as tropas podem não ter recebido a instrução, devido à falta de um bom sistema de telecomunicações", afirmou Aung Thaung quando perguntado por que alguns soldados não respeitaram as ordens de Thein Sein. A vencedora do Prêmio Nobel Aung San Suu Kyi, que planeja buscar a reeleição no próximo ano para um cargo vago no Parlamento, está pressionando pelo acordo de paz por anos e defende a autonomia, sob sistema federal, para pelo menos três grupos étnicos.

Ela pediu um "Segundo Acordo Pinlong" no último ano, quer seria a retomada de um plano esboçado em fevereiro de 1947 e apoiado pelo seu falecido pai e herói da independência, Aung San, mas abortado após o assassinato dele, cinco meses depois. Thein Sem pleneja realizar uma conferência no Parlamento muito maior do que a Pinlong, afirmou Aung Thaung, com o objetivo de firmar todos os acordos de cessar-fogo e assegurar que os conflitos não voltem.

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-  Suu Kyi vai participar nas próximas eleições na Birmânia
-  Birmânia: Bomba mata dez pessoas
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Suu Kyi vai participar nas próximas eleições na Birmânia
Sol - 18 Novembro 2011

A Liga Nacional para a Democracia «decidiu unanimemente voltar a registar-se como partido político e vai mesmo concorrer nas próximas eleições», pode ler-se no comunicado que surgiu após uma reunião entre os membros do partido. A decisão é definitiva. O principal partido da oposição birmanesa vai mesmo entrar na próxima corrida eleitoral, que ainda não tem data marcada, depois de ter boicotado as eleições de Novembro do ano passado – as primeiras ao fim de 20 anos. A decisão surge numa altura em que já se começam a ver alguns sinais de reformas e abertura no país.

«O que estamos a fazer agora envolve um grande risco, mas é tempo de correr riscos porque na política nunca se pode ter 100 por cento de certeza de que vamos ser bem sucedidos», disse a líder Suu Kyi. A vida política da liberal Suu Kyi não tem sido, de todo, facilitada. No último sufrágio de 2010, o partido democrático recusou-se a participar nas eleições devido a uma restrição imposta pelo governo que impedia Suu Kyi, e todos os antigos presos políticos, de concorrer a um lugar no parlamento. A cláusula pretendia atingir explicitamente a grande opositora do regime da junta militar, que depois conduziu uma acção de boicote às eleições. Já em 1990 o partido da Liga Nacional para a Democracia ganhou as eleições, mas a junta militar recusou-se a admitir e a legitimar os resultados. Na sequência destas eleições, o regime militar manteve a opositora em prisão domiciliária durante um total de 15 anos. Mas os sinais de abertura política começam agora a aparecer lentamente. O governo civil birmanês, liderado por um antigo oficial do exército, que foi também primeiro-ministro no regime da junta militar, tem vindo a mostrar alguma boa vontade perante a opositora Suu Kyi.

O certo é que trazer a protagonista da luta pela democracia de volta ao cenário político confere mais legitimidade ao actual governo, tanto a nível nacional como internacional. Depois de Suu Kyi ter conversado com Obama, pedindo-lhe sinais de confiança na Birmânia, os Estados Unidos anunciaram que a secretária de Estado, Hillary Clinton, irá visitar o país no próximo mês, nesta que será a primeira visita feita em mais de 50 anos. A Dama de Rangum confirmou assim que vai lutar por um dos 48 assentos parlamentares que vão a votos, ainda sem data marcada, apesar de admitir que «o caminho que temos pela frente está repleto de dificuldades e o caminho para a democracia é infinito».

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Birmânia: Bomba mata dez pessoas
Lusa - 14 Novembro 2011

Pelo menos 10 pessoas morreram na explosão de uma bomba na capital do estado de Kachin, no norte da Birmânia, disseram hoje as autoridades governamentais birmanesas.

A explosão, registada no domingo à noite, na cidade de Myitkyina, causou 23 feridos, incluindo cerca de 15 crianças, de acordo com a agência noticiosa France Presse, citando uma fonte estatal, que pediu o anonimato. Aparentemente, a explosão não foi intencional e terá ocorrido quando um homem tentava mostrar a outros "como colocar uma bomba", disse a mesma fonte da administração birmanesa, citada pela AFP.

No sábado explodiram outras duas bombas na mesma cidade, sem causar vítimas, noticiou o jornal oficial estatal birmanês New Light of Myanmar. O país tem registado, nos últimos anos, a explosão de diversas bombas, que as autoridades birmanesas atribuem a grupos no exílio ou a rebeldes das minorias étnicas que reclamam mais autonomia face ao governo birmanês.

Kachin é um dos mais perigosos estados da Birmânia, sendo o palco de um conflito de décadas entre representantes da etnia kachin e as tropas governamentais.

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