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- Suu Kyi apresenta candidatura para eleições de abril
- Birmânia: Três mortos em explosão
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Suu Kyi apresenta candidatura
para eleições de abril Fatim Missionaria_19/01/2012
A Nobel da Paz será candidata pela Liga Nacional para
a Democracia. Suu Kyi tinha sido impedida de participar nas eleições
parlamentares de 1990, quando o partido conquistou 392 dos
A líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi,
apresentou ontem, 18 de janeiro, a sua candidatura às eleições legislativas da
Birmânia, marcadas para o 1 de abril. Centenas de pessoas congratularam-se com
a iniciativa da Nobel da Paz. A mulher de 67 anos será candidata pela Liga
Nacional para a Democracia (LND).
Suu Kyi tinha sido impedida de participar nas
eleições parlamentares de 1990, quando o partido conquistou 392 dos 485
assentos em disputa. Em novembro de 2010, o país teve as suas primeiras
eleições legislativas dos últimos 20 anos. Depois de quase meio século no
poder, a junta militar dissolveu-se. Em março de 2011 cedeu o poder a um
governo civil.
Aung San Suu Kyi passou grande parte das últimas
duas décadas em prisão domiciliária. Foi libertada há pouco mais de um ano.
Desde então, o governo multiplica reformas: amnistia e libertação de detidos,
inclusive prisioneiros políticos; direito de criar sindicatos, direito à greve
e direito de se manifestar, entre outras coisas. A comunidade internacional
apoia e aplaude as mudanças, refere a agência Misna.
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Birmânia: Três mortos em
explosão Diario Digital_19 de janeiro 2012
Três pessoas morreram e outra ficou ferida
gravemente na sequência da explosão de um engenho na zona do norte da Birmânia
controlada pela minoria Kachin, cujos líderes negociam a paz com o Governo,
informou hoje a imprensa oficial.
A explosão da mina ocorreu na quarta-feira numa
estação de autocarros na localidade de Mogaung, perto da fronteira com a China,
quando havia muitos passageiros em trânsito devido à celebração do novo ano
lunar.
Segundo o diário «Nova Luz de Myanmar», que cita
fontes policiais, o engenho foi instalado por guerrilheiros do designado
Exército de Kachin Independente.
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- Milionário norte-americano George Soros vai encontrar-se com Aung San
Suu Kyi
- Mianmar terá eleições parciais em 1º de abril
- Birmânia: 16 mortos e 79 feridos em incêndio em Rangum
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Milionário norte-americano George Soros vai encontrar-se com Aung San Suu
Kyi Sol_30 Dic. 2012
O investidor e milionário norte-americano George Soros, cuja fundação
financia projectos na Birmânia, vai encontrar-se na próxima segunda-feira com a
opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, divulgou hoje um porta-voz da Nobel da
Paz. Suu Kyi irá receber Soros na sua casa em Rangum, indicou Nyan Win, em
declarações à agência noticiosa francesa AFP, sem adiantar mais pormenores.
A fundação de Soros, a Open Society, apoia na Birmânia vários projetos que
têm como principal objetivo promover e encorajar a democratização do país.
No passado dia 2 de Dezembro, a opositora birmanesa, que celebrou
recentemente o primeiro aniversário da sua libertação da prisão domiciliária,
em 2010, recebeu a visita da secretária de Estado norte-americana Hillary
Clinton.
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Mianmar terá eleições parciais em 1º de abril (AFP)_30/12/11
As eleições parciais birmanesas, nas quais a opositora Aung San Suu Kyi
poderá participar, acontecerão em 1º de abril de 2012, informou nesta
sexta-feira à AFP uma fonte governamental. Mais de um ano depois das eleições
de novembro de 2010, boicotadas pelo partido de Suu Kyi, a votação designará os
candidatos a 48 cadeiras nas duas assembleias nacionais e das assembleias
regionais. "As eleições parciais acontecerão em 1º de abril",
declarou a fonte.
Os candidados terão que registrar seus nomes entre 16 e 31 de janeiro.
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Birmânia: 16 mortos e 79 feridos em incêndio em Rangum Expresso_29 Dic. 2012
Pelo menos 16 pessoas morreram e outras 79 ficaram feridas num incêndio num
armazém de Rangum, a principal cidade da Birmânia, que se alastrou às casas
vizinhas, revelaram as autoridades. De acordo com as informações das
autoridades locais, o fogo teve início num armazém do Estado antes de amanhecer
e alastrou-se rapidamente a algumas construções adjacentes, muitas das quais
construídas em madeira. Enquanto os bombeiros continuam a busca de corpos no
local e as autoridades investigam as causas do incêndio, um funcionário
hospitalar revelou que entre os mortos está, pelo menos, um bombeiro que
sucumbiu a uma explosão dentro do armazém quando combatia o incêndio.
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- Primeira-ministra tailandesa se reunirá com Aung San Suu Kyi
- Mianmar prevê "paz perpétua" em três anos, diz ministro
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Primeira-ministra tailandesa se reunirá com Aung San Suu Kyi (AFP)_17/12/11
A primeira-ministra tailandesa, Yingluck Shinawatra, anunciou neste sábado
que na próxima semana se encontrará com a opositora pró-democrática birmanesa
Aung San Suu Kyi. Yingluck viajará à capital de Mianmar, Naypyidaw, na
segunda-feira para uma reunião de líderes políticos da região e aproveitará a
viagem para se deslocar a Rangun e se encontrar com a prêmio Nobel da Paz.
Será o primeiro encontro de um primeiro-ministro tailandês com Suu Kyi,
destacou um porta-voz governamental. "É uma mulher notável que luta pela
democracia", disse Yingluck em sua aparição televisionada semanal. Suu Kyi
foi libertada recentemente após mais de duas décadas de prisão domiciliar e
espera-se que participe nas eleições que serão realizadas em Mianmar no início
de 2012.
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Mianmar prevê "paz perpétua" em três anos, diz ministro Terra Brazil_17/12/11
O governo de Mianmar planeja acabar, em um prazo de três anos, com uma
série de longos conflitos com etnias rebeldes e ordenou que as suas tropas
interrompam ofensivas contra as milícias Kachin, informou o principal
negociador de paz do país. O governo está discutindo acordos de cessar-fogo com
vários grupos étnicos armados e pode até anunciar os acertos em uma conferência
especial no Parlamento, informou o ministro da Indústria e chefe do grupo que
negocia a paz, Aung Thaung. "Serão cerca de três anos para obtermos
acordos de paz com todos os grupos étnicos armados", afirmou Aung Thaung a
repórteres na sexta-feira.
Alcançar o cessar-fogo com os muitos grupos armados do país é uma exigência
do Ocidente para a retirada de sanções contra Mianmar, e o governo tornou o
projeto uma prioridade em meio a várias reformas lançadas nos últimos meses.
Entre elas está a libertação de mais de 200 presos políticos.
Autoridades dos EUA afirmam que o processo de paz deve ser o principal
desafio para os líderes civis, que querem reformar a Nação do Sudeste Asiático
após cinco décadas de governo militar. Aung Thaung afirmou que, até agora,
acordos com dez grupos foram alcançados e que o presidente, Thein Sein, ordenou
que os militares deixassem de enfrentar o Exército da Independência Kachin
(Kia, na sigla em inglês), uma das maiores guerrilhas do país.
Entretanto, a luta com o Kia continua, de acordo com grupos de defesa dos
direitos humanos e fontes da milícias Kachin, apesar das ordens dadas pelo
presidente. "Pode haver conflitos esporádicos em algumas regiões remotas,
porque as tropas podem não ter recebido a instrução, devido à falta de um bom
sistema de telecomunicações", afirmou Aung Thaung quando perguntado por
que alguns soldados não respeitaram as ordens de Thein Sein. A vencedora do
Prêmio Nobel Aung San Suu Kyi, que planeja buscar a reeleição no próximo ano
para um cargo vago no Parlamento, está pressionando pelo acordo de paz por anos
e defende a autonomia, sob sistema federal, para pelo menos três grupos
étnicos.
Ela pediu um "Segundo Acordo Pinlong" no último ano, quer seria a
retomada de um plano esboçado em fevereiro de 1947 e apoiado pelo seu falecido
pai e herói da independência, Aung San, mas abortado após o assassinato dele,
cinco meses depois. Thein Sem pleneja realizar uma conferência no Parlamento
muito maior do que a Pinlong, afirmou Aung Thaung, com o objetivo de firmar
todos os acordos de cessar-fogo e assegurar que os conflitos não voltem.
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- Suu Kyi vai participar nas próximas eleições na Birmânia
- Birmânia: Bomba mata dez pessoas
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Suu Kyi vai participar nas próximas eleições na Birmânia Sol - 18 Novembro 2011
A Liga Nacional para a Democracia «decidiu unanimemente voltar a
registar-se como partido político e vai mesmo concorrer nas próximas eleições»,
pode ler-se no comunicado que surgiu após uma reunião entre os membros do
partido. A decisão é definitiva. O principal partido da oposição birmanesa vai
mesmo entrar na próxima corrida eleitoral, que ainda não tem data marcada,
depois de ter boicotado as eleições de Novembro do ano passado – as primeiras
ao fim de 20 anos. A decisão surge numa altura em
que já se começam a ver alguns sinais de reformas e abertura no país.
«O que estamos a fazer agora envolve um grande risco, mas é
tempo de correr riscos porque na política nunca se pode ter 100 por cento de
certeza de que vamos ser bem sucedidos», disse a líder Suu Kyi. A vida política
da liberal Suu Kyi não
tem sido, de todo, facilitada. No último sufrágio de 2010, o partido
democrático recusou-se a participar nas eleições devido a uma restrição imposta
pelo governo que impedia Suu Kyi, e todos os antigos presos políticos, de
concorrer a um lugar no parlamento. A cláusula pretendia atingir explicitamente
a grande opositora do regime da junta militar, que depois conduziu uma acção de
boicote às eleições. Já em 1990 o partido da Liga Nacional para a Democracia
ganhou as eleições, mas a junta militar recusou-se a admitir e a legitimar os
resultados. Na sequência destas eleições, o regime militar manteve a opositora
em prisão domiciliária durante um total de 15 anos. Mas os sinais de abertura
política começam agora a aparecer lentamente. O governo civil birmanês,
liderado por um antigo oficial do exército, que foi também primeiro-ministro no
regime da junta militar, tem vindo a mostrar alguma boa vontade perante a
opositora Suu Kyi.
O certo é que trazer a protagonista da luta pela democracia de volta ao
cenário político confere mais legitimidade ao actual governo, tanto a nível
nacional como internacional. Depois de Suu Kyi ter conversado com Obama,
pedindo-lhe sinais de confiança na Birmânia, os Estados Unidos anunciaram que a
secretária de Estado, Hillary Clinton, irá visitar o país no próximo mês, nesta
que será a primeira visita feita em mais de 50 anos. A Dama de Rangum confirmou
assim que vai lutar por um dos 48 assentos parlamentares que vão a votos, ainda
sem data marcada, apesar de admitir que «o caminho que temos pela frente está
repleto de dificuldades e o caminho para a democracia é infinito».
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Birmânia: Bomba mata dez pessoas Lusa - 14 Novembro 2011
Pelo menos 10 pessoas morreram na explosão de uma bomba na capital do
estado de Kachin, no norte da Birmânia, disseram hoje as autoridades
governamentais birmanesas.
A explosão, registada no domingo à noite, na cidade de Myitkyina, causou 23
feridos, incluindo cerca de 15 crianças, de acordo com a agência noticiosa
France Presse, citando uma fonte estatal, que pediu o anonimato. Aparentemente,
a explosão não foi intencional e terá ocorrido quando um homem tentava mostrar
a outros "como colocar uma bomba", disse a mesma fonte da
administração birmanesa, citada pela AFP.
No sábado explodiram outras duas bombas na mesma cidade, sem causar
vítimas, noticiou o jornal oficial estatal birmanês New Light of Myanmar. O
país tem registado, nos últimos anos, a explosão de diversas bombas, que as
autoridades birmanesas atribuem a grupos no exílio ou a rebeldes das minorias
étnicas que reclamam mais autonomia face ao governo birmanês.
Kachin é um dos mais perigosos estados da Birmânia, sendo o palco de um
conflito de décadas entre representantes da etnia kachin e as tropas
governamentais.